por Rubem Suffert

Antes de 1910 – Preliminares

No ano de 1909, Baden-Powell negocia uma passagem de navio para a América do Sul, e passa pelo Rio de Janeiro e Buenos Aires, indo por via terrestre a Santiago do Chile, onde realiza em 26 de março daquele ano uma conferência no salão de honra da Universidade do Chile.

Em dezembro de 1909 é publicada na revista “Ilustração Brasileira” a primeira reportagem que se tem notícia sobre o Escotismo no Brasil: “Scouts e a Arte de Scrutar”, com fotos de Brownsea e de concentração escoteira em setembro de 1909.

De 1907 a 1910, estavam em construção nos estaleiros da Inglaterra para a Marinha Brasileira, quinze navios. Oficiais e Praças se encontravam naquele país, para se acostumar com os modernos equipamentos navais e o Suboficial Amélio de Azevedo Marques colocou seu filho Aurélio em um Grupo de Boys Scouts ingleses.

De 1910 a 1924 – Iniciativas Esparsas

Em 14 de junho de 1910 é realizada uma reunião de suboficiais da Armada Brasileira, que estiveram na Inglaterra acompanhando a construção de navios para nossa Marinha, e vindo nos navios “Minas Gerais”, “Bahia” e “Alagoas”, fundando o Centro dos Boys Scouts do Brazil e elegendo sua primeira Comissão Diretora. A sede é na rua do Chichorro nº 13, numa casa tombada que existe até hoje. Nota sobre a fundação é publicada no jornal “A Gazeta”, e assinada pela sua “Comissão Directora”. Os primeiros dez uniformes vieram da Inglaterra. Em outubro chega ao Rio no encouraçado “São Paulo”, José Affonso Severino Drummond, um dos inspiradores do Centro. Cada “boy scout” pagava uma mensalidade de quinhentos réis e o primeiro candidato foi o menino Álvaro Corrêa da Silva. Os acampamentos e caminhadas eram, com freqüência, realizados em direção ao hoje Instituto Osvaldo Cruz e documentados em cartões postais, remetidos para as famílias de futuros candidatos. O Centro chegou a ter um efetivo de 20 escoteiros.

Em 13 de outubro de 1913, foi criado no Turnerbund (hoje, SOGIPA), em Porto Alegre o Grupo Escoteiro, desde 1963 com o nome do fundador Georg Black, que se constitui no mais antigo GE em funcionamento ininterrupto no país.

Em 29 de novembro de 1914 foi criada a primeira entidade escoteira de caráter nacional: a “Associação Brasileira de Escoteiros”, com sede em São Paulo, tendo como mentores Mário Sérgio Cardim, Júlio Mesquita e Olavo Bilac. Foi Cardim que selecionou, dentre várias opções, a denominação “escoteiro”. A ABE foi instalada, inicialmente, na rua São Bento nº 61, em São Paulo. Naquele tempo o uniforme e até bastões eram importados da Europa, e surgiram em dezembro de 1914, as brigadas de escoteiras, com a instalação da Escola de Chefes Escoteiras, em 15 de janeiro de 1915, sob a orientação técnica de Mrs. Kathleen Crompton. Logo a seguir surgiram as bruninhas (meninas de 7 a 10 anos), na Associação Brasileira de Escoteiras.

Também em 1914 surge em Rio Novo – MG o “Grêmio dos Bandeirantes Mineiros”, unidade escoteira sob a direção do tenente Alípio Dias seguida por outra, em 20 de junho de 1915, em Juiz de Fora, presidida pelo Dr. Benjamin Colucci, que se reunia no Tiro de Guerra “Affonso Penna” nº 17, ambas por inspiração do literato e jornalista Prof. Olympio de Araújo.

Em 1915 é iniciada a publicação do “Jornal da ABE” da Associação Brasileira de Escoteiros, transformado em 1921 na revista “O Escoteiro”.

Em 25 de setembro de 1916 é fundado a Associação Escoteira Guilermina Guinle, no Fluminense Futebol Clube, no Rio de Janeiro.

Em ata da Diretoria de 26 de fevereiro de 1916 é autorizada a criação de escoteiros e escoteiras com ativa participação de Guilhermina Guinle, Arnaldo Guinle, D. Jerônima Mesquita e Mário Pollo, jornalista do Correio da Manhã. Posteriormente o Ge passa a se chamar Ipiranga e, hoje, João Ribeiro dos Santos.

Em 1916, Arnaldo Guinle e Mario Pollo, escreveram e editaram, no mesmo ano, “O Livro do Escoteiro” com introdução de Olavo Bilac e Coelho Neto, o que se constituiu no primeiro Manual Escoteiro editado no Brasil e reeditado em 1922 pela Imprensa Nacional.

Também em 1916 é instalada a primeira Escola de Instrutores da ABE em São Paulo, sob a direção do Coronel Pedro Dias de Campos, que fez parte da primeira Diretoria da Associação. Nessa época, foi publicado o “Manual do Escoteiro – Guia de Educação Cívica para Portuguezes e Brazileiros”, em edição da Empresa Lusitana Editora e tradução do Dr. Hermano Neves, sem enfatizar a parte religiosa do Escotismo.

Olavo Bilac, por intermédio da Liga de Defesa Nacional, já vitorioso nas campanhas do “Tiro de Guerra” e serviço militar obrigatório no Brasil, inicia em 1916 campanha para difusão do Escotismo no território nacional. Vem a falecer dois anos após.

Em 1917 realiza-se em São Paulo o I Congresso de Escotismo no Brasil, sob o patrocínio da Associação Brasileira de Escoteiros e promovido e secretariado pelo Dr. Américo Netto de Pernambuco e presidido pelo Prof. José Chevalier, do Amazonas. As Associações Brasileiras de Escoteiros com sede no país são reconhecidas como de utilidade pública federal pelo Decreto nº 3.297, de 11 de julho que no artigo 2º também dá essa faculdade à A.B.I – Associação Brasileira de Imprensa, segundo projeto do Deputado Federal César de Lacerda Vergueiro, apresentado em 1915.

Em 15 de novembro de 1917 é fundada a Associação de Escoteiros Católicos da Freguesia de São João Batista da Lagoa, por iniciativa do Monsenhor André Arcoverde, vigário daquela paróquia, Cônego Dr. Carlos Manso e os Srs. Edmundo E. Lynch, Rodolpho Malenpré e o Dr. João Evangelista Peixoto Fortuna. Em assembléia realizada em 1º de julho de 1918 são aprovados seus Estatutos e em 1919 iniciada a publicação do “Boletim Católico”, mais tarde “Escoteiro da Lagoa”. Atuam na prevenção e atendimento das vítimas da cólera.

Em 1919 o cruzador José Bonifácio, sob o comando do Capitão de Corveta Frederico Vilar e tendo como imediato Armando Pina, visita durante dois anos as colônias de pescadores no litoral brasileiro, organizando Cooperativas de Trabalho e Escolas Primárias e desta ação surgem os primeiros Grupos Escoteiros do Mar: Santos, Jequiá, 10º Grupo (Tiradentes) , Cabo Frio e outros.

O Dr. João Evangelista Peixoto Fortuna, Presidente da União Católica Brasileira resolveu criar uma Escola de Instrutores que se instalou em 1919. Ainda em 1919 a nova entidade iniciou a edição do tablóide “O Escoteiro. Em 6 de novembro de 1920 solicita reconhecimento da Organização Mundial do Movimento Escoteiro. Em 1925, “O Escoteiro” tornou-se o órgão oficial da UEB e teve seus dois últimos números datados de 15 de novembro de 1925.

Em 1921, a Associação de Escoteiros Católicos do Brasil realizou um Jamboree intergrupos que se constituiu em um grande triunfo para os Escoteiros Católicos.

No Rio de Janeiro surgiram outras entidades escoteiras nacionais: em setembro de 1921 durante acampamento realizado no Saco de São Francisco, enseada de Jurujuba (Niterói) foi constituída a Confederação Brasileira dos Escoteiros do Mar e pouco depois, em 4 de junho de 1922 a Confederação Brasileira de Escoteiros de Terra, com o apoio da Liga de Defesa Nacional, que tinha como Secretário o Dr. Coelho Neto.

A partir de 28 de dezembro de 1921, o “Velho Lobo” denominação adotada pelo Almirante Benjamin Sodré começa a publicar na revista mensal juvenil “Tico-Tico”, que fora iniciada em 1905, uma coluna regular denominada de “Escotismo”, com artigos mensais até 1933. A partir desse material o Velho Lobo publica, em 1925 o Guia do Escoteiro, usando por recomendação da Academia Brasileira de Letras o termo “Escoteirismo” e apoiado no “Guia Brasileiro do Escoteiro” de Hilário Freire, sendo reeditado em 1932, 1943, 1954 e em 1994, neste último ano, pelo Centro Cultural do Movimento Escoteiro.

Ainda em 1922, a Associação Brasileira de Escoteiros Católicos participa da II Conferência Internacional, realizada em Paris, com mais 29 países presentes, e se associa ao Escritório Internacional de Escoteiros Católicos. De 6 a 15 de abril de 1922 a Associação Brasileira de Escoteiros Católicos realiza seu I Congresso Escoteiro Nacional (2º considerando o Congresso Brasileiro de Escotismo promovido pela A.B.E. em 1917) com a presença das demais entidades escoteiras nacionais e de 15 de abril a 11 de maio de 1922, o I Ajuri Escoteiro Nacional, desdobrado em duas partes: uma técnica realizada no Campo de Sant’Anna e outra esportiva no Estádio do Fluminense.

Também em 1923 é fundada a Associação de Escoteiros Fluminense, pelo Capitão Virgílio de Brito, um dos fundadores da UEB e em 24 de março o Estado do Paraná, pelo Decreto nº 2.196, introduz o Escotismo nas Escolas daquela Unidade da Federação.

De 1924 a 1950 – A União com sede no Rio de Janeiro

A Associação Brasileira de Escoteiros Católicos, a Confederação Brasileira de Escoteiros do Mar e a Comissão Central de Escotismo (dos Escoteiros de Terra), juntamente com a Associação de Escoteiros Fluminense, criaram em 4 de novembro de 1924, a União dos Escoteiros do Brasil, com sede no Rio de Janeiro. Lideraram a criação da UEB o Almirante Benjamin Sodré (naquele tempo, Capitão Tenente), o Pe. Leovegildo Franca, que sugeriu o nome da nova instituição, e o Dr. João Evangelista Peixoto Fortuna. A UEB era formada por representantes das entidades escoteiras nacionais, tendo a nova organização a representação internacional. Seu primeiro Presidente foi o Ministro da Justiça Affonso Penna Júnior. Em 1928, atendendo a um apelo por escrito de Baden-Powell, a Associação Brasileira de Escoteiros se integra à UEB. As reuniões até agosto de 1925 eram no Grêmio Paraense, na Av. Rio Branco, no Rio de Janeiro.

Em julho de 1925 a Federação de Escoteiros Católicos do Brasil realiza seu II Jamboree e seu II (3º) Congresso Escoteiro Nacional, com sua sessão de encerramento presidida pelo Ministro da Justiça. Uma delegação de 150 escoteiros do Paraguai visita o Brasil, sendo recebida oficialmente.

Em 1927 tem início a primeira fase da revista “Alerta!” substituindo “O Escoteiro”. O Governo do Estado de Minas Gerais cria a Associação Mineira de Escoteiros e introduz oficialmente o Escotismo nas escolas, como instituição extra-escolar (hoje chamada de educação não formal).

Em 1929, uma delegação brasileira (53 escoteiros e 7 chefes) comparece ao III Jamboree Escoteiro Mundial, na Inglaterra, sob a coordenação do Prof. Ignácio Azevedo do Amaral, mais tarde Reitor da Universidade do Brasil. Na década de 30, a Federação das Bandeirantes do Brasil, fundada em 1919 somente aceitava meninas católicas, e assim, muitos Grupos Escoteiros do sul do país, tiveram suas escoteiras, em tropas paralelas às de escoteiros.

Em 1936 é publicado o Regulamento Técnico da UEB, de acordo com original em inglês que já possuía quase 10 anos, a U.E.B. comemorando seu 12º aniversário realiza uma concentração no Rio e um Congresso Escoteiro.

Numa excursão da Associação de Escoteiros Afonso Arinos de trem de Belo Horizonte para São Paulo, em 19 de dezembro de 1938, na madrugada, o trem bate num trem de minério que subia a serra, causando a morte de um escoteiro e um lobinho. Os escoteiros ajudam a atender os feridos, e o monitor Caio Viana Martins recusa o uso da maca dizendo, com um sorriso: “Há muitos feridos. Um escoteiro caminha com suas próprias pernas.” Não conseguiu dar mais do que uma dezena de passos, em conseqüência da hemorragia interna que sofreu. Novamente seus companheiros quiseram carregá-lo, porém ele recusa, dizendo e repetindo a célebre frase. Foi atendido na Santa Casa, sendo uma das quarenta vítimas mortais do desastre da Mantiqueira. Seus pais, tiveram conhecimento póstumos de várias iniciativas de Caio em favor de pessoas carentes em Belo Horizonte. Caio Viana Martins nasceu em 13 de julho de 1923, em Matosinhos – MG e não pode concluir o quinto ano de seu curso ginasial. Tornou-se o “Escoteiro Padrão” do Brasil..

E 1939 é realizado um Ajuri Nacional na Quinta da Boa Vista – RJ, com 4.000 participantes (ES, PA, PE, MG, RJ, RS, SC e SP), aberto com a presença do Presidente da República.

De 6 a 13 de março de 1945 realiza-se a 1ª Assembléia Nacional Escoteira.

Com o surgimento do Ramo Sênior no Brasil em 20 de novembro de 1945 no 1º – RJ, hoje Grupo Escoteiro João Ribeiro dos Santos e sua progressiva implantação, a faixa etária do Ramo Escoteiro fica definida como sendo de 11 a 15 anos. A UEB passou a ser uma das precursoras desse novo Ramo, não criado pelo nosso Fundador Baden-Powell, mas que havia se referido aos “escoteiros mais velhos” em artigos sob a denominação de “cadetes”. Em 1978, ou seja, 33 anos depois, ainda existiam muitos Grupos Escoteiros no Brasil, com a Tropa de Escoteiros de 11 a 18 anos de idade, em especial em São Paulo.

Realiza-se em 1946 a 1ª Conferência Escoteira Interamericana, o 1ª regional no mundo, em Bogotá – Colômbia. Na Região Européia, a 1ª foi em 1960, na Alemanha.

No Brasil, o primeiro Curso da Insígnia da Madeira foi realizado pela UEB em 1949, no campo-escola Fernando Costa, no bairro do Tremembé, cidade de São Paulo, embora tenha sido planejado inicialmente pela Confederação Brasileira dos Escoteiros de Terra (CBET) para realizar-se no Parque Nacional de Itatiaia, no Estado do Rio de Janeiro. Em março de 1953, se realiza em São Paulo, o 2º Curso da Insígnia da Madeira – CIM no Brasil, Ramo Escoteiro, tendo na sua direção, Salvador Fernandes Beltran (Executivo Viajante para a América Latina do Escritório Escoteiro Interamericano) Ivo Stern Becka do México e a participação na equipe de João Ribeiro dos Santos.

O uniforme dos lobinhos era composto de calça azul marinho, bata branca e boina, utilizando assim como os escoteiros, meias pretas. As Aquelás usavam uniforme todo azul marinho.

Na 6ª Assembléia Nacional Escoteira realizada em São Paulo de 19 a 23 de abril de 1950, é aprovada a unificação do Movimento Escoteiro Nacional, com aprovação do regulamento Técnico Escoteiro e do novo Estatuto unificado da UEB.

De 1950 a 1974 – A unidade com sede no Rio de Janeiro

Em substituição às diversas entidades escoteiras nacionais, fortalece-se a UEB e surgem os Departamentos para as modalidades: Básica, do Mar e do Ar. A partir do Regulamento Técnico da UEB de 1952 e considerando a experiência inglesa, surge em 1960 o nosso P.O.R. – Princípios, Organização e Regras.

Em setembro de 1951, a Gráfica Laemmert Ltda. lança o livro do General Leo Borges Fortes, . L.B.F., como era chamado, “Primeiros Passos em Escotismo – Provas de Classe – a) Noviço”, com sua 2ª edição revista 14 meses após. Seguem-lhe o de 2ª Classe e outras publicações da “Biblioteca da Patrulha”, inclusive o de 1ª Classe,

De 22 a 24 de janeiro de 1953 é realizada em São Paulo, a I Conferência Nacional de Escotismo.

É realizado, com sucesso, em Interlagos-SP o A.I.P. – Acampamento Internacional de Patrulhas, em agosto de 1954 comemorando o 4º centenário da fundação da cidade de São Paulo, seguindo o modelo daquele realizado em Gilwell Park, em agosto de 1951.

Dentre os 18 participantes brasileiros ao VIII Jamboree Escoteiro Mundial em 1955, no Niágara-on-the-Lake, EEUU, três viajaram de jipe desde São Paulo para lá chegarem, indo depois para o Canadá e o Alasca, numa viagem de mais de um ano. (Quatro Rodas Especial janeiro de 2005)

Também em 1955 é realizado em Juiz de Fora, sob a coordenação do Chefe Darcy Malta, o I Mutirão Pioneiro Nacional.

Comemorando os 100 anos do nascimento de B-P e 50 anos da fundação do Escotismo, a UEB realiza em Tubiacanga, na Ilha do Governador – Rio de Janeiro, em fevereiro de 1957 o II Ajuri Nacional, cuja canção é lembrada até hoje. Nesse mês e ano, também foi realizada no Rio de Janeiro a IV Conferência Escoteira Interamericana, tendo o Presidente da República Jucelino Kubitchek de Oliveira, recebido os participantes em seu Palácio de Petrópolis.

Em 1959, Lady Olave Baden-Powell, naquele tempo a mulher mais viajada do mundo, visita o Brasil, sendo recebida por concentrações, em reuniões e em fogos de conselhos de escoteiros e bandeirantes nas cidades de Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Dois Escotistas Guelfo J. Poltronieri e Luiz Barreto mantêm uma coluna denominada “Noticiário Escoteiro” no jornal “O Dia” do Rio de Janeiro.

Em 1960 acontece um A.I.P. na Vila Albano, em Jacarapaguá, no Rio de Janeiro, coordenado pelo Chefe Geraldo Hugo Nunes e comemorando os 50 anos do Escotismo no Brasil. Também de 28 de outubro a 1º de novembro de 1960 realiza-se no Parque Saint Hilaire, próximo à Porto Alegre-RS, pela 1ª vez no Brasil e no Hemisfério Sul, o 3º Curso Adestrando a Equipe (ou TTT – Training the Team), sob a direção do Chefe de Campo de Gilwell Park, John Thurman, e a seguir, de 3 a 6 de novembro no Grande Hotel de Canela, a 3ª Conferência da Equipe Internacional de Adestramento do Hemisfério Ocidental, que hoje chamamos de Região Interamericana. Ambos eventos tiveram a presença do Diretor do Escritório Escoteiro Mundial Gen. D.C. Spry, e no segundo houve uma reunião da Comissão Mundial de Adestramento.

Em 21 de abril de 1960, data da fundação de Brasília, um Grupo Escoteiro fez na capela do Palácio da Alvorada a guarda de honra do Presidente Juscelino Kubitschek, Presidente de Honra da UEB e família, quando estes receberam a benção do bispo da capital.

Em 1961 realiza-se em Caracas, na Venezuela a V Conferência Escoteira Interamericana, na qual o Chefe João Ribeiro dos Santos apresentou o Tema I: ‘Os Adultos no Movimento Escoteiro’, que resultou na publicação do livro conjunto da Editora Scout Interamericana e da UEB denominado “Os Dirigentes Adultos no Movimento Escoteiro” com sua 1ª edição em 1962, 2ª edição em 1968 e 3ª edição em 1983.

A partir de outubro de 1961 são oficializados os livros de classe – Noviço, 2ª Classe (1963) e 1ª Classe (1963), que eram escritos e editados pelo Prof. Francisco Floriano de Paula, de Belo Horizonte.

Em 1963 o Parque Saint Hilaire, no Rio Grande do Sul sedia um significativo A.I.P., com expressiva presença de escoteiros de outros países.

Em 1965 é realizado na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, o I Jamboree Panamericano.

Completando um ciclo que se iniciou em 1963, com a 1ª atividade mista do Clã, em 11 de agosto de 1968 se inicia em Porto Alegre, no GE Georg Black – 1º RS, a experiência da co-educação com pioneiras no Clã sob a coordenação dos Mestres Rubem e Zalex Romera Süffert, e em maio do ano seguinte as três primeiras pioneiras fazem sua investidura. O Clã chega a alcançar mais de 40 pioneiros(as). Com apoio do Dr. João Ribeiro dos Santos, Comissário Nacional de Pioneiros e Diretor de Publicações da UEB, outros Clãs Mistos surgem no Rio de Janeiro (GEs Ipiranga – 1º RJ, N. Sª da Boa Viagem 3º RJ, GE Tijuca – 31º RJ e Cinco de Julho – 131º RJ) e em Curitiba e atividades mistas são realizadas pelos pioneiros em Juiz de Fora (GE Aimorés – 1º MG).

A experiência de co-educação no ramo pioneiro é encerrada pela CENA em 1972, com o argumento de que “as moças não trazem nada de novo ao Escotismo”.

No I Encontro da Equipe Nacional de Adestramento, em 1971, junto à 22ª reunião do Conselho Nacional no Rio de Janeiro (na Paróquia N.S. da Paz, em Ipanema) é aprovada a substituição do esquema de Gilwell, até então adotado no adestramento brasileiro, pelo Sistema Internacional, que assegurava maior espaço para os participantes dos Cursos.

Implanta-se, no Gama, no Distrito Federal, assim como em Osasco, em São Paulo e na Guanabara, o “Projeto Núcleo 2000”, que com o apoio do Governo do Japão (Expo-70), por intermédio da Organização Mundial do Movimento Escoteiro, visa alcançar o efetivo de 2000 escoteiros a partir do trabalho de um Executivo Escoteiro. Os resultados alcançados são somente parciais, pois o Relatório Anual de 1972 da UEB afirma que: “3 Núcleos 2000 já estão em funcionamento. Para 1973/75 se prevê a instalação de 100 Núcleos, que trarão mais 200.000 membros ao Escotismo no Brasil.” Na realidade só foi implantado em Contagem – MG, além das 3 Unidades da Federação já referidas.

Em 1973 é criado o distintivo de “Lis de Ouro” e o traje social, com camisa mescla, gravata azul e paletó e calça cinza em tergal, que os jovens pleiteiam logo ser substituída por calças blue jeans.

A partir do ano de 1973, com o primeiro sendo realizado em abril em Joinville, e o segundo em Juiz de Fora em 1974 com representação de seis Regiões Escoteiras e de bandeirantes convidadas, passam a ser realizados anualmente os Fóruns de Jovens, para representantes dos ramos escoteiro e sênior (11 a 18 anos), alternando em reuniões centralizadas e descentralizadas nas seis áreas do país (Sul, Leste, Centro-Oeste, Nordeste, Norte-Nordeste e Norte).

De 1974 a 1993 – Crescimento com sede no Distrito Federal

Em abril de 1974 na reunião do Conselho Nacional, o Presidente da UEB, Prof. Oscar de Oliveira, candidato à re-eleição, explicita em seu relatório que “Refere-se também ao seu desempenho na vida profissional e manifesta sua preocupação com a transferência da Sede Nacional para Brasília.” (Relatório Anual de 1974) Apesar dessa opinião do maior dirigente escoteiro nacional, é eleito no Conselho Nacional de Joinville Diretor Presidente Nacional o Senador Guido Fernando Mondin e Escoteiro-Chefe o Cel. Ivanildo de Figueiredo Andrade de Oliveira, que coordenara a construção da sede no SCES trecho 3 lote 3. A sede nacional da U.E.B. é transferida do Rio de Janeiro para Brasília, sendo inaugurada em reunião extraordinária do Conselho (hoje Assembléia) Nacional, em 30 de agosto de 1974, no qual aprovam-se alterações no Estatuto da entidade. É feita a compra de uma loja de 3 pavimentos para instalação da Loja Escoteira e Editora Escoteira, em Brasília. Aprova-se a criação do Boletim Oficial da UEB, para a divulgação dos atos da CENA, e publica-se a Política de Pessoal, analisando o efetivo adulto e juvenil. Realiza-se no Rio de Janeiro, em 1974 o I Curso Nacional de Adestradores, que passa a ser promovido anualmente, a partir de 1976, do II em São Francisco de Paula e depois duas vezes ao ano em vários pontos do país, para qualificar os “três contas” da Equipe Nacional de Adestramento. É iniciada a fusão das Regiões Escoteiras da Guanabara com a do Rio de Janeiro, atendendo à alteração da estrutura política do Estado

Em fevereiro de 1975, mesmo com a repercussão do insucesso do “Acampamento das Bandeiras”, se realiza em Caxias do Sul o I ANEI – Acampamento Nacional Escoteiro da Integração, tendo o Prof. Rubem Süffert como Chefe de Campo e o Engº Antônio Carlos Hoff como Organizador Local e comparecendo o Presidente da República Ernesto Geisel, vários Ministros de Estado e o Governador do Rio Grande do Sul.

São publicados em 1975 o “Programa Geral de Adestramento” e o “Manual de Adestramento da UEB”. As “Diretrizes de Adestramento”, de forma anual, são editadas de 1976 até 1980.

Em 1976, é realizado o II Curso Internacional de Adestradores, em Curitiba (considerando como o 1º no Brasil o TTT de 1960), que continuam a ser promovidos a cerca de cada dois anos, a exemplo do III, realizado no início de 1979, na Casa de Cursilhos em Brasília, com a presença do Diretor de Adestramento do Escritório Mundial, Philippe Pijolet.

Em alteração feita na Constituição Escoteira Mundial, junto com a inclusão dos novos conceitos de Fundamentos do Escotismo, a 26ª Conferência Escoteira Mundial de Montreal, realizada de 18 a 23 de julho de 1977 aprovou a definição de que o Escotismo é um movimento de jovens, sem nenhuma distinção de gênero, em todos os níveis do Movimento, ao invés de um movimento somente de rapazes, que constava do texto anterior.

A partir de outubro de 1976 e até abril de 1977, como interino e desde então até 1989, desenvolvia sua gestão como Escoteiro-Chefe eleito da U.E.B. o Escotista Rubem Süffert, que por dois anos e pouco nesse intervalo foi Diretor Vice-Presidente e Diretor-Presidente da CENA. Nos seis meses de interinidade foi implantado o Plano Nacional com ênfase na Formação de Lideranças Capazes, denominado 3 + 3: Três ações para Dirigentes: Adestramento de Chefes, Organização do Serviço Escoteiro Profissional e Valorização das funções dos Comissários Distritais e Três ações para os Escoteiros: Novas Provas de Classe, Pesquisas e Experiências Acompanhadas e Maior Participação dos Escoteiros nos destinos do Movimento. Passamos a ter a edição mensal do “Conversando Com o Escoteiro-Chefe”, a partir de outubro de 1976 por mais de 10 anos e nesse período o “Sempre Alerta” tem sua edição regularizada bimestralmente. São elaboradas as publicações do “Livro do Escoteiro Noviço”, do “Guia do Lobinho”, editado com apoio da Fundação Educacional do DF, dos “Guias do Escoteiro” – Noviço (maio de 1980, 1983, 1987), 2ª Classe e 1ª Classe e do “Guia do Sênior”, criando-se os distintivos e as etapas de Eficiência I e II. É aprovado o distintivo de transição da Alcatéia para a Tropa Escoteira: “Trilha Escoteira”, e depois a “Rota Sênior” e a “Ponte Pioneira”. Em novembro de 1976 se retoma o funcionamento experimental da co-educação no ramo pioneiro em 2 Grupos (1º RS – GE Georg Black de Porto Alegre e GE N.S. da Boa Viagem, 3º RJ de Niterói). Cria-se o projeto “Grupo Padrão” que é aprimorado anualmente até hoje. Realizam-se no Rio de Janeiro, de 20 a 26 de julho de 1977, o III Ajuri Escoteiro Nacional, na Fazenda Francis Hime com cerca de 2000 participantes e, simultaneamente, a I Indaba Nacional. Em 13 de março de 1978 inicia-se o desenvolvimento dos Grupos Escoteiros Experimentais, implantando-se inicialmente Alcatéias de Lobinhas e Alcatéias Mistas, e avançando-se para as Tropas de Escoteiras e de Guias Escoteiras. São autorizadas experiências também em relação às faixas etárias, reduzindo-se em especial a das meninas e moças. Adota-se o Planejamento Trienal, de 1978/1980, revisado anualmente, que passou, anos depois a Quadrienal, com revisões bienais. Em janeiro de 1978 é realizado no Parque Saint Hilaire um A.I.P. com cerca de 3.000 participantes de 18 estados, e ainda chilenos (200!), bolivianos, paraguaios, uruguaios e alemães, A partir desse ano começaram a ser realizados os ELOs Nacionais e em alguns anos, como em 1980, foram realizados de forma internacional, com outros países da América do Sul, sob a denominação de “Campamentos en Cadeña”, recebendo edições especiais do “Sempre Alerta”. Em 1979 é formalizado o apoio financeiro do MEC para o projeto “Escotismo nas Escolas” que resultou na criação de dezenas de Grupos Escoteiros. É realizado o III Mutirão Pioneiro Nacional, em Angra dos Reis, em janeiro de 1979 sob a coordenação do Comissário Nacional do Ramo, Ronald Wieffels, completando-se três Mutirões em pouco menos de 25 anos. Nos próximos 26 anos ocorreriam 21 Mutirões Nacionais. Em abril de 1979 é oficializada a participação de pioneiras na U.E.B. De 26 de janeiro a 4 de fevereiro de 1979, o Escoteiro-Chefe Rubem Süffert representa a UEB no I Seminário Latino-americano de Avaliação de Programa, em Lina – Perú, onde coordenou uma sessão. Com o IV Mutirão em 1980, em São Bernardo do Campo, essa atividade passa a ser anual, com a realização simultânea do Fórum Pioneiro, sendo feita a eleição dos delegados junto à CNOC e ao Conselho (hoje Assembléia) Nacional. Em 1981 são criados os projetos nacionais “Grupos Padrinhos” e “Escotismo nas AABBs” (em convênio com a Federação Nacional das Associações Atléticas do Banco do Brasil – FENAABB).

Em 1981 o Escotismo recebe da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, o 1º Prêmio de Educação para a Paz, que em 1986 foi concedido a Paulo Freire.

Um ônibus fretado se desloca em outubro de 1982 de São João del Rei – MG para Santiago do Chile, levando a maior parte da delegação brasileira à XIII Conferência Escoteira Interamericana..

Sob a coordenação do Comissário Nacional de Pioneiros Milton Marques de Oliveira, em 1985 é elaborado o Livro do Mestre Pioneiro.

De 1977 a 1994, ou seja, por 17 anos, se realizam anualmente as Indabas Nacionais de Escotistas, centralizadas e, alternadamente, por áreas, exceto no ano de 1984. Nos últimos anos de sua realização, pelo elevado número de participantes, algumas delas passaram a ser realizadas por ramo.

O II ANEI (Acampamento Nacional Escoteiro da Integração), é promovido em Belém do Pará, em 1979, com a presença do Presidente da República, João Baptista Figueiredo.

A partir de maio de 1979 o Sempre Alerta passa a publicar fichas técnicas apoiando as atividades dos diversos ramos. Edições em 1981 e em 1983 para os pais, alcançam 20.000 exemplares, e uma edição especial, para um “Campamento en Cadeña” alcança a tiragem de 40.000 exemplares. São editadas as fichas “Conversando com os Pais” orientando a família sobre o Escotismo.

De 12 a 16 de julho de 1980, realiza-se no Paraná, a I Aventura Sênior Nacional. A II é promovida de 7 a 11 de julho de 1982, no Pantanal Matogrossense.

Em maio de 1980 surgiram as primeiras Tropas Experimentais de Escoteiras, que inicialmente adotavam como nomes de Patrulhas Estrelas e Constelações escolhidas pelas escoteiras e após, a pedido das próprias moças, também de animais. Elas já usavam o traje escoteiro e tinham idade de 10 a 13 anos, considerando sua maior maturidade. A chefia era exclusivamente feminina, para evitar a “sombra” de chefias masculinas, com maior experiência, admitida como Instrutores. Foram propostas novas especialidades, considerando a situação das moças. Em janeiro de 1981 foi realizado no Parque Saint Hilaire o IV Jamboree Paramericano, o primeiro promovido de forma a ter uma participação mista e no qual foram lançados 3 selos escoteiros e, pouco depois, o I Jamboree do Cone Sul e Brasil, e naquele ano se oficializa a co-educação no ramo lobinho, com Alcatéias Mistas e de Lobinhas, após a UEB receber da FBB a negativa de constituírem em conjunto a “Associação de Bandeirantes e Escoteiros do Brasil”, com participação paritária e mantendo-se íntegras as duas entidades nacionais.

Em julho de 1983 foi realizado junto às montanhas rochosas em Alberta – Canadá o primeiro Jamboree Mundial Misto – era o 15º.

Com a redução da resistência de muitos à presença de moças no Movimento Escoteiro, a partir desse mesmo mês, a co-educação foi oficializada no ramo escoteiro no Brasil, após a análise dos resultados em 13 Grupos Escoteiros Experimentais, sendo que quatro de Brasília (Messiânico, hoje Moraes Antas – 1º DF, Marechal Rondon – 4º DF, Caio Martins – 6º DF e do Ar Salgado Filho – 9º DF).

Em 1984 realiza-se em Curitiba, a 14ª Conferência Escoteira Interamericana, com a presença da Ministra da Educação e Cultura. Em 4 de abril de 1984, o Rei da Suécia, Gustavo Adolfo e sua esposa Rainha Sílvia, visitam o Brasil e, no Hotel Ca D’Oro, em São Paulo entregam título de Baden-Powell Fellowship a empresários e dirigentes escoteiros. Em 9 de maio de 1984 a CENA aprova a concessão do primeiro distintivo de Lis de Outro de uma escoteira.

Em julho de 1985, realiza-se em São Paulo o IV Ajuri Nacional, comemorando o Ano Internacional da Juventude. A UEB integra a Comissão Nacional da Juventude, presidida pelo Deputado Federal Aécio da Cunha Neves. São editados todos os Manuais de Cursos de Formação, sob a coordenação do Chefe André Pereira Leite, Comissário Nacional de Adestramento.

Em janeiro de 1986, realiza-se o Jamboree Farroupilha (II Jamboree do Cone Sul e Brasil) no Parque Histórico Marechal Osório, em Tramandaí – RS.

Em abril de 1986, após dois anos de amplos debates, são aprovados por unanimidade pelo Conselho (hoje, Assembléia) Nacional os Fundamentos do Escotismo Brasileiro, pela primeira vez de forma sistematizada em Definição, Propósito, Princípios e Método Escoteiro. É aprovado o Plano de Metas e realizado em Osório o V Ajuri Nacional..

Em 1990 é adotado o traje escoteiro, no lugar do uniforme.

Em 1990 é editado o livreto “Compreendendo os Fundamentos do Escotismo”, que teve posteriormente uma 2ª edição, mais atualizada.

Pela primeira vez com a participação de guias, realiza-se em julho de 1990 no Parque Nacional de Itatiaia a VI Aventura Sênior Nacional, com uma temperatura que chegou aos 7 graus abaixo de zero.

Começam a ser realizadas por todo o país a partir de abril de 1991, as Oficinas de Reflexão proposta por quatro Escotistas de Brasília, reunindo a parte racional dos Fundamentos do Escotismo, com aspectos emocionais, como o desenvolvimento da criatividade e depoimentos pessoais.

De 19 a 21 de julho de 1991, antecipando-se ao MACPRO, é realizado em Brasília o I Seminário Nacional sobre os Objetivos Específicos de Ramo, onde são formulados objetivos gerais e específicos dos quatro ramos nas seis áreas: a) Caráter e Potencialidades: b) Físicas, c) Intelectuais, d) Sociais, e) Afetivas e f) Espirituais.

O efetivo escoteiro nacional, que durante catorze anos (1977 a 1991) crescera mais de 10% ao ano, passando de 19.460 a 74.508 membros registrados pára de aumentar. Se continuássemos crescendo nessa proporção, em 2005 teríamos mais de 295.000 membros registrados. É autorizada a chefia mista nas Tropas. Em 1992 é aprovada pela Direção Nacional a sistemática do MACPRO – Método de Atualização Contínua do Programa Escoteiro.

De 29 de dezembro de 1992 a 4 de janeiro de 1993, realiza-se o Jamboree Colombo, no Parque Osório.

De 1993 a 2001 – Nova estrutura com sede em Curitiba

Com o pedido de demissão de todos os membros da CENA – Comissão Executiva Nacional, em 1993, face aos diversos textos propostos de alteração do Estatuto da UEB pelo Presidente da Comissão Estatuinte em desacordo com o que fora aprovado no Conselho Nacional de Belo Horizonte, é eleita uma Diretoria transitória. Em 1994, é oficializada a possibilidade de Tropas Mistas, de escoteiras e escoteiros e de guias e seniores. Com o risco de perder o voto em Conferências Mundiais e Interamericanas, a UEB paga suas taxas internacionais atrasadas, mesmo sem o apoio do Itamaraty. Com a concentração das atividades dos adultos no Congresso Escoteiro Nacional, foram suspensas, pela Diretoria Nacional a realização das Indabas Nacionais. Os Fóruns de Jovens reunindo os representantes dos ramos escoteiro e sênior, é substituído por um Fórum de Jovens Líderes, com representantes de 18 a 25 anos, incluindo aí, os pioneiros. O efetivo nacional começa a decrescer, após alcançar em 1993 ao total de 74.111 membros registrados.

A sede nacional passa do Campo Escola do SCES – Setor de Clubes Esportivos Sul para o CLN 408, em Brasília em 1º de maio de 1995.

A Região de São Paulo realiza uma experiência com a Formação Modular de Adultos.

Em 1997 a sede nacional é transferida para Curitiba, mesmo antes da alteração estatutária. A Loja Escoteira Nacional, é mudada para Porto Alegre e depois também para Curitiba.

Em janeiro de 1998 é realizado em Santa Catarina o I Jamboree Escoteiro Nacional. Em agosto de 1998 é publicado o Guia de Especialidades, reunindo numa seqüência a ser feita por qualquer membro juvenil, as especialidades dos ramos lobinho, escoteiro e sênior, num sensível avanço metodológico. O efetivo nacional aumenta, em 1998, em 3,8%.

É editado em português, o Manual do Escotista – Ramo Lobinho e o Grupo de Trabalho começa a trabalhar com os quatro Guias para os integrantes do Ramo. Adota-se, sem muita discussão prévia, o Programa de Jovens pela UEB, como uma tradução do material elaborado pelo Grupo de Trabalho de Guias e Cartilhas, com o conceito de Ciclo de Programa para os dois primeiros ramos, e a eleição de primos, e depois de monitores escoteiros. Divergindo da OSI, a UEB mantêm o Sistema de Especialidades. É feita a publicação “Diretrizes Nacionais de Gestão de Recursos Adultos”, eliminando-se os Cursos Internacionais e Nacionais de Formação, e definindo-se três linhas de formação independentes: Escotistas, Dirigentes e Formadores, e as ações de captação, formação e manutenção de adultos. A UEB passa a ter uma página na Internet, a exemplo de Regiões e Grupos Escoteiros, prática que se multiplica a cada ano, inclusive com páginas de Seções e Patrulhas.

Pela primeira vez, um Jamboree Mundial é realizado na América Latina, no Chile, ao final de 1998 e início de 1999, alcançando-se a representação de mais de 2.100 membros da U.E.B., naquele que foi o Jamboree Mundial com maior número de participantes em toda a sua história, exceto o da maioridade, de 1929. Em 1999, utilizando recursos resultantes da delegação brasileira ao Jamboree do Chile, que fora destinada especificamente para o Programa de Jovens, é comprada uma nova sede escoteira nacional, em Curitiba. É implantado o Escritório Nordeste em Fortaleza.

O Estatuto da UEB é modificado em 1999 alterando os Princípios Escoteiros. Onde estava: Deveres para com Deus, para com o Próximo e para com a Pátria para: Deveres para com Deus, para com o Próximo e para Consigo Mesmo, além de pequenos ajustes no Propósito e Método Escoteiro. O CAN aprova por consenso, não substituir no ramo escoteiro a Corte de Honra pelo Conselho de Tropa, que seria formado por todos os Escotistas, Monitores e Submonitores da Seção.

Em janeiro de 2001, realiza-se em Foz do Iguaçu o 11º Jamboree Panamericano, como a maior atividade escoteira já realizada em nosso território, num consórcio de quatro Regiões (RS, SC, PR e SP) com a Direção Nacional. É o ano em que a UEB volta a crescer, no percentual de 8,9%. Em 2002 é editado o Manual do Escotista – Ramo Escoteiro, e o Programa de Jovens avança para o ramo escoteiro ainda sem a publicação dos guias para os jovens e começam a ser propostas para os ramos sênior e pioneiro.

O Sempre Alerta volta a ser publicado de forma patrocinada, com a tiragem de 15.000 exemplares e o “Sempre Alerta Jovem” com a tiragem de 35.000 exemplares, porém de forma esporádica.

Realiza-se em 2002 o II Jamboree Escoteiro Nacional, em Caucaia, próximo à Fortaleza, no Ceará. Altera-se o estatuto da UEB para adequar ao novo Código Civil. As Assembléias Nacionais passam a ser realizadas em março ou abril após a de novembro de 2004, realizada em Salvador. A primeira a ser promovida nessa nova data é a de Florianópolis, de 21 a 24 de abril de 2005. A Assembléia de 2006 em Fortaleza elege Alessandro Garcia Vieira para o Conselho de Administração Nacional e na qual é lançado o livro “Curtas Histórias – para nossa Reflexão, de Rubem Süffert.

Em maio de 2005 o Comitê Escoteiro Interamericano reúne-se em Curitiba. Na 37ª Conferência Escoteira Mundial da Tunísia, realizada de 5 a 9 de setembro de 2005, com a presença de 122 países, o Brasil foi escolhido para sediar a 39ª Conferência Escoteira Mundial e o 11º Fórum Mundial de Jovens Líderes.

De 16 a 21 de julho de 2006, realiza-se no Parque da Cidade, no centro de Brasília, o III Jamboree Escoteiro Nacional, que teve a coordenação dos Chefes Alessandro Garcia Vieira e Baldur Schubert, com a presença de quase 2000 pessoas, e representantes da Itália e do Haiti. O Jamboree foi precedido de uma reunião do Conselho de Administração Nacional, e não foi convocada a reunião do Conselho Consultivo, prevista no Calendário Nacional.

Após 2007 – Agora depende também de você

O futuro do Movimento Escoteiro depende de lideranças capazes e atuantes, em todos os níveis. A colaboração de cada um para se assegurar uma progressiva e ampla participação de todas as Unidades da Federação no desenvolvimento do Escotismo Brasileiro e nas decisões mais importantes da UEB dependem também do que Você se dispõe a fazer, agora e no futuro.

Vale a pena arregaçar as mangas?

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