por Rubem Suffert

Baden-Powell, quando fundou o Escotismo, criou somente os Ramos Lobinho, Escoteiro e Pioneiro e estes foram os três ramos implementados inicialmente no Brasil.

Assim permaneceu durante vários anos, quando no início da década de 40 o Chefe João Ribeiro dos Santos, pertencente à Associação Escoteira Guilhermina Guinle – Fluminense F. C. (atual 1º – RJ GE João Ribeiro dos Santos), percebe a necessidade de criar um ramo que dividisse o Ramo Escoteiro. Esta necessidade surge devido à longa duração deste ramo, que comportava jovens entre 11 e 18 anos, possibilitando assim serem notadas disparidades físicas e intelectuais entre os escoteiros.

Pesquisando sobre o assunto, Dr. João descobre que nos EUA já existia um ramo solucionando este problema, denominado de Senior Scouts. Pediu então autorização a UEB para implementar este ramo em seu grupo escoteiro. Logo, em 20 de novembro de 1945 foi criada a Tropa Senior do 1º-RJ – GE Guilhermina Guinle – Fluminense F.C., a primeira Tropa Senior do Brasil.

A UEB começou então a regulamentar o Ramo Senior, que utilizava na passadeira de seu uniforme um debrum marrom.

As etapas deste ramo eram uma seqüência das do Ramo Escoteiro, por exemplo: se o garoto chegou a Segunda Classe no Ramo Escoteiro, ao passar para o Ramo Senior, já inicia como Segunda Classe e passa diretamente ao adestramento de Primeira Classe.

As especialidades do Ramo Senior eram uma ampliação das do Ramo Escoteiro. Para ser especialista no Ramo Senior era necessário conquistar primeiro a especialidade equivalente no Ramo Escoteiro e complementar com alguns itens.

O adestramento dos dois ramos permaneceu contínuo até os anos de 1975/1976, quando foi autorizada a criação de etapas diferenciadas para o Ramo Senior. Foi, então, criada a Investidura Senior e as etapas foram simplificadas de forma a facilitar esta investidura, foram alterados os nomes das etapas para os nomes atuais: Estágio Probatório, Eficiência I , Eficiência II. O Escoteiro da Pátria já existia, só que para o Ramo Escoteiro, passou então a ser vinculado ao Ramo Senior e a Lis de Ouro foi criada para substituí-lo no Ramo Escoteiro. Nestas novas etapas havia uma adaptação maior à faixa etária do senior (14,5 a 18), possibilitando opções de escolha de itens nas etapas, além de pesquisas. A cor do Ramo Senior mudou então de marrom, sua cor inicial, para grená, como é até hoje.

Podemos concluir dizendo que esta experiência elaborada por João Ribeiro dos Santos foi de grande valia e é sucesso até hoje no cenário escoteiro nacional, é importante ressaltar ainda que o Brasil foi um dos primeiros países a implementar este ramo e que baseados em nossa iniciativa vários países puderam fundar ramos correspondentes em seus territórios.

One thought on “História do Ramo Sênior no Brasil

  1. Flavio Nijs disse:

    Como em 1944 a FBEAr – Federação Brasileira de Escoteiros do Ar conduzia os grupos do Ar de forma independente da UEB houve uma iniciativa anterior em 20 de fevereiro de 1944, durante um acampamento de carnaval, chefes do 75º/RJ GEAr Baden-Powell se reuniram e aprovaram a proposta de criação de uma nova seção para rapazes acima de 15 anos, no intuito de aumentar o nível dos desafios para eles, proposta feita pelo Chefe Aldo R. Toledano com o nome de “Escoteiros Seniores”, e o mesmo se ofereceu para dirigir a nova seção e foi imediatamente aceito para o cargo. Conforme descrito aqui https://www.lisbrasil.com/pagina/historia2-do-ramo-senior

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